quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A hora de Parar.

O Eterno, o D'us Todo Poderoso, é Justo, benevolente, tardio em irar-se, cheio de graça e misericórdia, e , sendo um D'us prático, durante todo o ano Ele, literalmente, nos concede oportunidades para pararmos um tempo e dedicá-lo ao estudo da sua palavra e ao cumprimento suas Mitsvot, isto é, para nos santificarmos.
A cada semana paramos, de sete em sete dias. Trabalhamos durante seis dias, mas no sétimo, no Shabat, dizemos stop a tudo o que nos rodeia e que é ligado ao Olam Hazé. No Shabat, durante todo o dia, trocamos de trabalho, deixamos o serviço secular e passamos a trabalhar para o Eterno, quando todos são iguais, e onde há somente um chefe, H'Shem. A cada mês o Eterno, nos orienta, a pararmos para ouvirmos a voz do Shofar em Ro'sh Chodesh. Em cada Ro'sh Chodesh, paramos, ouvimos a voz de H'Shem, e clamamos para que o mês tenha uma boa configuração e seja repleto de livramentos. Paramos em Pessach, quando o Eterno nos conduz a retirar todo o fermento de nossa casa. Em Pessach, lembramos da libertação de Yisra'el das mãos arbitrárias de faraó. Durante este período reconhecemos o grande poder de Adonai e sua incomparável benevolência. Em Pessach temos mais uma chance de mudança, de transformação, pois assim como retiramos o fermento de nossas casas, somos guiados a retirarmos o fermento da nossa vida, fermento este que simboliza o pecado, as más ações. Algumas semanas depois de Pessach, paramos novamente em Shavuot, e lembramos a outorga da Torah ao nosso povo, e refletimos sobre a importância  do estudo da palavra, do cumprimento das Mitsvot, e de como a submissão ao Eterno é fator primordial para o crescimento espiritual. A cada ano, em Ro'sh Hashaná, paramos, mais uma vez, para ouvirmos a voz do Shofar, o que gera um despertamento em nossas almas, para que estejamos, mais conectados com H'Shem, neste novo ano, e para que estejamos mais ligados ao Olam Habá. Em Rosh Hashaná, o Eterno nos chama à introspecção, à auto-avaliação, nos orienta a quebrantarmos nosso coração, para que estejamos prontos para o dia tão sagrado para Yisra'el, o Yom Kipur. Neste dia, além de não continuarmos com as tarefas rotineiras, damos um stop em nossa carne . Não comemos, não bebemos, não passamos perfumes, maquiagem, não usamos nada que contenha couro...Em Yom Kipur, dizemos não a nós mesmos, à nossa vontade, dizemos não à nossa carne, pelo contrário, nós a afligimos, como diz na Torah: "... e afligireis vossas almas; e nenhum trabalho servil fareis. Bamidbar 29:7. O Dia do Perdão, é uma porta aberta, para fazermos a Teshuvá, algo mais profundo que remorso e vergonha, algo que nos faz mudar de fato, um arrependimento genuíno, que nos coloca no caminho correto, através da disciplina de Elohim. Yom kipur é um é uma oportunidade para recomeçarmos, de sermos renovados pelo Eterno, de anularmos os maus decretos e clamarmos para que bons decretos sejam acrescentados em nossa vida no novo ano.
E por fim, chegamos à Sucot, festa na qual, recordamos que o nosso povo, habitou em cabanas frágeis no deserto. Sucot, nos faz compreender que nossa vida, assim como a passagem no deserto, é passageira, que como as cabanas, somos frágeis, e reconhecemos que o Eterno é o nosso Salvador, nosso Sustentador, nosso Protetor e nosso Feitor.
Portanto, quem determina a hora de parar é o Eterno. Ele estabeleceu, tempos e tempos para este propósito, e cada parada é uma nova oportunidade. É mais uma chance para voltarmos atrás e para buscarmos o Eterno com mais intensidade. Se não pararmos, corremos o risco de sermos levados pela roda da vida, que nunca para. E se formos controlados por ela, deixamos de compreender o sentido da nossa existência, o serviço à H'Shem. As paradas são necessárias, para que possamos ouvir a voz de H'Shem. Então pare, antes que seja irreversível.

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