quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Hag Chanuká Sameach!

Há muito tempo, o povo judeu viva em Israel, só que era dominado pelos gregos. Mesmo assim, eles viviam bem, estudavam a Torah, celebravam o Shabat e iam ao Beit Hamikdash – O Templo Sagrado. O Beit Hamikdash  era um lugar muito especial, onde os judeus rezavam e guardavam Torah, o livro mas importante da vida de nosso povo. Lá no Bei Hamikdash, ficava também uma linda menorah de ouro, que era acessa todos os dias, com um óleo muito puro feito Cohen – o sacerdote.

Mas a paz não duraria por muito tempo.

De repente o Rei da Grécia - Antiocos, começou a perseguir os judeus, já não respeitava mais os seus costumes e o seu Dus. Então, Antíoco ordenou que seus soldados invadissem o querido Beit Hamikdash, e eles roubaram todos os objetos sagrados e  aqueles que não podiam ser levados eram destruídos. E o pior de tudo é que eles colocaram uma estátua de um ídolo grego no altar do Eterno, e quem tentasse impedi-los teria que enfrentar os fortes soldados do exército grego, montados em seus enormes elefantes. Mesmo assim os judeus tentaram combatê-los, mas os gregos eram muito mais fortes. Antioco, então, ficou mais furioso ainda, e fez um decreto proibindo todos os judeus de rezarem, guardarem o Shabat e estudarem a Torah. Foi um tempo muito difícil para todos os judeus que amavam o Eterno e que tinham prazer no cumprimento das mitzvot – mandamentos. E além de proibir os judeus de guardarem a Torah, Antíocos , queria obrigar os judeus a adorar os deuses gregos, e seguir sua religião.

Com medo, os judeus que amavam  o Eterno, começaram a se esconder para estudar a Torah, celebrar o Shabat e rezar. Mas era muito perigoso e quando um soldado se aproximava de um judeu que estava estudando a Torah ele fingia que estava jogando um Sevivon, para disfarçar e não ser descoberto.

Todos os que moravam nas terras de Israel sabia das ordens deste rei mal e em uma pequena aldeia chamada MODIIN, os moradores eram agricultores e cuidavam dos campos e das colheitas. Era ali que vivia um homem muito sábio e muito respeitado por todos os moradores. Este homem era chamado Matitiachu. E ele tinha cinco filhos que eram muito tementes ao Eterno. Um dia a paz de Modiin foi quebrada, quando alguns soldados gregos foram até a aldeia e colocaram uma estátua de um ídolo e um porco no meio da praça e começaram a gritar:
TODO JUDEU PRECISA SE CONVERTER!
É PROIBIDO ESTUDAR A TORAH!
É PROIBIDO REISPEITAR O SHABAT!
TODOS DEVEM SE CURVAR DIANTE DA ESTÁTUA DO DEUS GREGO!
Um soldado disse: ORDENO QUE TODOS SE CURVEM DIANTE DA ESTÁTUA, AGORA!!!!
Todos os moradores ficaram com muito medo e paralisados. Naquele instante, um voz quebra o silêncio: MEUS DEUS É UM SÓ, MEU DEUS É UM SÓ, MEU DEUS É UM SÓ!!!!! Quando todos olharam para saber de quem era aquela voz tão forte, avistaram Matitiachu gritando e correndo até a praça e com muita coragem ele destruiu a estátua que o soldado tinha colocado. E logo, ele ordenou que seus cinco filhos atacassem os soldados. Entretanto, os habitantes de Modiin sabiam que um grupo maior de soldados voltaria e muito mais armado e mais furioso do que aquele. Por isto, Matititachu  e os moradores de Modiin foram para as montanhas e, lá se esconderam nas cavernas, e continuaram a estudar a Torah. Lá eles fizeram armas de pedras e treinaram para enfrentar o exército grego.
YEHUDÁ, o Macabeu, era filho de Matitiachu, era muito inteligente e corajoso, pois o Eterno era com ele,e por isto tornou-se o general daquele pequeno exército que defenderia Israel.

Logo depois, começou a guerra. Apesar do exército de YEHUDÁ, ser pequeno e possuir armas simples, surpreendeu o forte exército grego, que era muito mais numeroso. Sabendo que o exército de YEHUDÁ, era imbatível, Antíoco, convocou o seu melhor general para lutar contra o povo judeu. Mas o que Antíoco não sabia era que a força do exército de Israel não estava nos soldados e nem nas suas armas, a força deles estava no Deus todo Poderoso, o Deus de Israel. Todas as vezes, que eles iam para a batalha Yehudá, reunia todos os seus soldados e clamavam, pedindo ao Eterno forças, para derrotarem os gregos. Esta era a grande estratégia do general do exército de Israel, a ORAÇÃO. Desta forma, eles derrotaram o poderoso exército grego, e os expulsaram das terras de Israel para sempre.

Os Macabeus libertadores foram para Jerusalém, e lá encontraram o querido Beit Hamikdash sujo e abandonado. Começaram, então, a consertar e restaurá-lo. Todos ajudaram, até que ele, ficou limpo, bonito e purificado. Entretanto tinha um problema a ser resolvido. Como falei no início, havia uma menora de ouro muito linda, que era acessa todos os dias, e luz deveria brilhar sempre, para iluminar todo o Beit Hamikdash, e para isto, era utilizado um óleo especial. Entretanto, encontraram um frasco de óleo guardadinho sem ter sido tocado pelos gregos maus. Mas infelizmente, era suficiente só para um dia, e eles precisavam de sete dias para que o cohen, pudesse produzir mais óleo e assim a luz não se apagaria mais. Todos ficaram muito tristes, e mais decidiram acender a luz mesmo com aquele pequeno frasco de óleo.
ENTÃO, UM MILAGRE ACONTECEU!!!
No outro dia, quando foram ao Beit Hamikdash, milagrosamente a menora ainda estava acessa!! E assim, aquele pequeno frasco de óleo durou oito dias, e durante sete dias conseguiram produzir mais óleo, e então, a luz permaneceu acessa para sempre.

Desde então, a partir de 25 de Kislev, comemoramos a vitória dos corajosos Macabeus durante oito dias. Mesmo sendo um exército tão pequeno e com armas tão simples, os Macabeus milagrosamente venceram os gregos, fazendo assim com que todo judeu, continuassem a servir ao Eterno através de Sua preciosa Torah.
 

MICHAMOCHA, MICHAMOCHA, BAELIM ADONAI!!!
Quem é como tu quem é como tu Adonai 
 Gritavam os Macabeus!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O décimo dia de Tishrei

Yom Kipur é o dia mais sagrado do ano – no qual estamos mais próximos de D'us. É o "Dia da Expiação" – "Pois neste dia Ele te perdoará, te purificará, e serás purificado de todos os teus pecados perante D'us (Vayicrá 16:30). Durante 26 horas, a partir de vários minutos antes do pôr-do-sol em 9 de Tishrei até o cair da noite em 10 de Tishrei, nós "afligimos nossa alma": abstemo-nos de comida ou bebida, não lavamos nem untamos nosso corpo, não calçamos sapatos de couro, e abstemo-nos de relações conjugais. Passamos o dia na sinagoga usando uma veste branca chamada kittel (para assemelhar-se aos anjos sem pecado e para despertar pensamentos de arrependimento ao nos lembrar do dia de nossa morte). No decorrer do dia, fazemos cinco longos serviços de prece (Maariv, com seu serviço solene, Kol Nidrê, na véspera de Yom Kipur; Shacharit; Mussaf, que inclui uma narrativa detalhada do serviço do Templo; Minchá, que inclui a leitura do livro de Yonah; e Ne'ilah, o "fechamento dos portões" – o serviço ao pôr-do-sol), fazemos a confissão Al Chet dos pecados dez vezes, e recitamos Tehilim a cada momento possível. O dia é o mais solene do ano, porém um toque de júbilo o permeia; um júbilo que se revela na espiritualidade do dia e expressa a confiança de que D'us aceitará nosso arrependimento, perdoará nossos pecados, e selará nosso veredicto para um ano de vida, saúde e felicidade.Chabad.
 Parece estranho, estarmos tão ansiosos pela chegada do Yom Kipur, pois afinal de contas jejuaremos durante uma dia inteiro e não nos arrumaremos como nos outros dias de festas, pelo contrário, nosso objetivo é realmente afligir nossas almas. Entretanto, quando cumprimos com diligência o Dia do Perdão, somos preenchidos, de uma forma muito especial, pela presença de H'Shem. Na verdade, deixamos de dar atenção ao nosso corpo, às coisas do Olam Hazé, e voltamos nosso foco, para o espiritual, para elevar nossas almas, buscando ao Eterno, e estando mais próximos do Olam Haba.
Neste dia, império do Espírito sobrepõe o império da carne. Nossos desejos mais impuros são enfraquecidos, é um dia próprio para Kedushá - santificação. Lendo um artigo no Chabad encontrei este comentário do Rabino Eliyahu Dessler: "Em Iom Kipur, o poder da má inclinação (Ietzter Haráh) está mudo. Então, o anseio de uma pessoa pela elevação espiritual se afirma novamente, depois de ter estado dormente como resultado do enfraquecimento causado pelo pecado à alma. Este rejuvenescimento tem o objetivo de fazer com que a pessoa tenha consideração especial e perdão" É realmente isto que sentimos, uma sensação de fortalecimento, rejuvenescimento espiritual.
Yom kipur é dia de Teshuvá. O signicado de Teshuvá, é algo mais profundo que remorso ou vergonha, é um arrependimento genuíno, que nos transforma, que nos faz retornar ao caminho correto, devido às disciplinas de H'Shem. Fazer o jejum sem arrependimento, não há obtenção de perdão. Os Rabis afirmam que a pessoa deve primeiro arrepender-se, e então obterá a expiação especial de Yom Kipur. 
Cada Festa que o Eterno ordenou que fizéssimos, possui como centro o Mashiach, e era em Yom Kipur,  que o Sumo-Sacerdote, entrava no Santo dos Santos, para interceder por todo o povo de Yisra'el. Yeshua, o Mashiach, é nosso Sumo-Sacerdote diante do Trono do Eterno e, o como ro'sh Marcos Andrade Abrão citou, profeticamente esta festa se tornará plena, quando todo o remanescente de Israel aceitar o testemunho de Yeshua, o Sumo Sacerdote espiritual de D’us. O versículo que marca este momento está no livro do profeta Zacarias: “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zacarias 12:10).


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A hora de Parar.

O Eterno, o D'us Todo Poderoso, é Justo, benevolente, tardio em irar-se, cheio de graça e misericórdia, e , sendo um D'us prático, durante todo o ano Ele, literalmente, nos concede oportunidades para pararmos um tempo e dedicá-lo ao estudo da sua palavra e ao cumprimento suas Mitsvot, isto é, para nos santificarmos.
A cada semana paramos, de sete em sete dias. Trabalhamos durante seis dias, mas no sétimo, no Shabat, dizemos stop a tudo o que nos rodeia e que é ligado ao Olam Hazé. No Shabat, durante todo o dia, trocamos de trabalho, deixamos o serviço secular e passamos a trabalhar para o Eterno, quando todos são iguais, e onde há somente um chefe, H'Shem. A cada mês o Eterno, nos orienta, a pararmos para ouvirmos a voz do Shofar em Ro'sh Chodesh. Em cada Ro'sh Chodesh, paramos, ouvimos a voz de H'Shem, e clamamos para que o mês tenha uma boa configuração e seja repleto de livramentos. Paramos em Pessach, quando o Eterno nos conduz a retirar todo o fermento de nossa casa. Em Pessach, lembramos da libertação de Yisra'el das mãos arbitrárias de faraó. Durante este período reconhecemos o grande poder de Adonai e sua incomparável benevolência. Em Pessach temos mais uma chance de mudança, de transformação, pois assim como retiramos o fermento de nossas casas, somos guiados a retirarmos o fermento da nossa vida, fermento este que simboliza o pecado, as más ações. Algumas semanas depois de Pessach, paramos novamente em Shavuot, e lembramos a outorga da Torah ao nosso povo, e refletimos sobre a importância  do estudo da palavra, do cumprimento das Mitsvot, e de como a submissão ao Eterno é fator primordial para o crescimento espiritual. A cada ano, em Ro'sh Hashaná, paramos, mais uma vez, para ouvirmos a voz do Shofar, o que gera um despertamento em nossas almas, para que estejamos, mais conectados com H'Shem, neste novo ano, e para que estejamos mais ligados ao Olam Habá. Em Rosh Hashaná, o Eterno nos chama à introspecção, à auto-avaliação, nos orienta a quebrantarmos nosso coração, para que estejamos prontos para o dia tão sagrado para Yisra'el, o Yom Kipur. Neste dia, além de não continuarmos com as tarefas rotineiras, damos um stop em nossa carne . Não comemos, não bebemos, não passamos perfumes, maquiagem, não usamos nada que contenha couro...Em Yom Kipur, dizemos não a nós mesmos, à nossa vontade, dizemos não à nossa carne, pelo contrário, nós a afligimos, como diz na Torah: "... e afligireis vossas almas; e nenhum trabalho servil fareis. Bamidbar 29:7. O Dia do Perdão, é uma porta aberta, para fazermos a Teshuvá, algo mais profundo que remorso e vergonha, algo que nos faz mudar de fato, um arrependimento genuíno, que nos coloca no caminho correto, através da disciplina de Elohim. Yom kipur é um é uma oportunidade para recomeçarmos, de sermos renovados pelo Eterno, de anularmos os maus decretos e clamarmos para que bons decretos sejam acrescentados em nossa vida no novo ano.
E por fim, chegamos à Sucot, festa na qual, recordamos que o nosso povo, habitou em cabanas frágeis no deserto. Sucot, nos faz compreender que nossa vida, assim como a passagem no deserto, é passageira, que como as cabanas, somos frágeis, e reconhecemos que o Eterno é o nosso Salvador, nosso Sustentador, nosso Protetor e nosso Feitor.
Portanto, quem determina a hora de parar é o Eterno. Ele estabeleceu, tempos e tempos para este propósito, e cada parada é uma nova oportunidade. É mais uma chance para voltarmos atrás e para buscarmos o Eterno com mais intensidade. Se não pararmos, corremos o risco de sermos levados pela roda da vida, que nunca para. E se formos controlados por ela, deixamos de compreender o sentido da nossa existência, o serviço à H'Shem. As paradas são necessárias, para que possamos ouvir a voz de H'Shem. Então pare, antes que seja irreversível.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Não existe Judeu Homossexual

 Hoje eu recebi um e-mail que me deixou inteiramente indignada. No e-mail dizia que foi realizado em Nova Yorque um casamento homossexual, por um rabino também homossexual e vestido com um talit nas cores da bandeira gay. É um completo absurdo!!
  Segundo a Torah de H'Shem não existe judeu homossexual, simplesmente pelo fato do homesexualismo ser uma prática repugnante e  condenada pelo Eterno, como está escrito em Vayikra 18:22 e 29, "Não se relacione sexualmente com um homem como se fosse mulher; isso é uma abominação.(...) Pois quem praticar algum desses atos repugnantes será extirpado de seu povo."
Além de ser uma prática proibida por H'Shem, o homosexualismo, possui uma punição, a eliminação do povo de Israel. Então se um judeu opta por tornar-se  homosexual, automaticamente deixa de ser judeu. O que as pessoas não compreendem é que para ser judeu não basta nascer de mãe judia. Ser judeu não é uma mutação genética. Ser judeu é um estilo de vida. Um estilo que não é comandado pela própria pessoa, e sim pelas mitzvot de H'Shem descritas na Torah. Ser judeu significa submissão, dedicação e amor ao Eterno e à Sua Torah.
  Infelizmente, estes tipos de pessoas são uma vergonha para o meu povo. Se que querem seguir seus desejos impuros e alimentar sua carnalidade, que façam, todos possuem o livre arbítrio, mas não misturem as coisas do Eterno, com tudo isso. Não diga que Ele aprova toda esta sujeira, porque Ele não aprova, pelo contrário H'Shem abomina.
  Veja o que o rebe Shaul, este sim, um rabino genuíno, disse sobre esta prática:
"Transformaram a verdade de D'us em mentira, quando adoraram  e serviram as coisas criadas, em lugar do Criador - Louvado seja Ele para sempre. Amen. Esta é a razão de D'us lhes ter dado paixões degradantes, de forma tal que suas mulheres trocaram as relações sexuais naturais pelas não naturais; e da mesma forma os homens desistindo das relações naturais com o sexo oposto, ardem de paixão uns pelos outros, homens cometendo atos vergonhosos com outros homens e recebendo pessoalmente a penalidade apropriada à sua perversão. Isto é, pelo fato de não terem considerado D'us digno de conhecimento, o próprio D'us os entregou as linhas de raciocínio inúteis, para que eles realizem coisas impróprias. Conhecem suficientemente bem o justo decreto divino de que as pessoas que praticam tais coisas merecem morrer; entretanto, não apenas continuam a fazê-las, como também aplaudem outras pessoas que fazem o mesmo."
Romanos 1: 25-28 e 32

Enxergando uma Geração Apóstata

Todas as vezes que paro para refletir sobre esta geração, percebo que a cada dia que passa,  ela se torna mais impregnada pelas obras do malígno, e consequentemente, mais impura e rebelde. É uma geração insubmissa, que prefere seguir suas próprias doutrinas e opiniões do que as mitzvot de H'Shem. É uma geração hipócrita, que se autodenomina filha do Eterno mas, que na verdade, ama as coisas do 'Olam Haze (mundo inferior) e detestam as leis de H'Shem. É uma geração suja, com as mais repulgnantes práticas pecaminosas. E em função disto, é uma geração que não consegue enxergar a verdade do Eterno.
Geração leviana que aceita e defende doutrinas que dão aval à sua imundícia. Doutrinas estas inspiradas pelo malígno, que tem como único objetivo, levarem as pessoas para o inferno. Doutrinas como, "uma vez salvo, salvo para sempre" e  " não existe pecado grande ou pecado pequeno, pecado é tudo igual." Mentiras sórdidas, pois a salvação pode sim ser perdida e com toda a certeza há diferença, em nível de gravidade, entre os pecados, e a Palavra é completamente clara quanto a estes aspectos.
O Eterno possui um livro que contém o nome de todos os seres humanos que receberam a redenção, o chamado Livro da Vida. E segundo esta doutrina de "uma vez salvo, salvo para sempre", o que for escrito neste livro jamais será riscado, e mesmo se esta pessoa se afastar do Eterno, com certeza ela retornará, pois afinal de contas, o nome dela está escrito no Livro da Vida. Entretanto em Tehilim ( Salmos) no versículo 28 o rei Davi diz: "Tira-os do livro da vida, e não sejam incluídos no rol dos justos." E, tempos depois Yeshua advertiu: "E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." Revelação 22: 19. Já dá para perceber que mesmo que alguém já tenha sido escrito no livro da vida, ele pode ser riscado. Então surge um questionamento: o que faz uma pessoa ser mantido neste livro? "Permaneça fiel até a morte, e eu lhe darei a vida como sua coroa." (...) O vencedor, da mesma forma que eles, será vestido de roupas brancas. Jamais riscarei seu nome do Livro da Vida, mas o reconhecerei individualmente diante do meu Pai e dos seus anjos. Revelação: 2:10 e 3: 5. A salvação é mantida por aqueles que são fiéis e submissos à palavra do Eterno e que vencem não só o malígno, mas também o seu Yietze Hará, isto é, a inclinação para o mal que todo ser humano possui.
Como o Eterno é um D'us misericordioso e benevolente, Ele nos concedeu o Manual do Criador.  Neste manual estão contidas todas leis ligadas ao homem. Leis que nos orientam quanto ao nosso relacionamento com o Eterno, com outros seres humanos e todos os outros aspectos das nossas vidas. Este manual é a Torah de H'Shem. É a Torah que ilumina o nosso caminho, que nos diz o que é correto e o que não é. É através da Torah que aprendemos o que é o pecado e suas punições. Seguindo este raciocínio compreenderemos o que Yochanan, um dos talmid de Yeshua, quiz dizer certa vez em I Yochanan 5: 16-17. "Existe pecado que conduz à morte; não estou dizendo que se deva orar por este. Toda injustiça é pecado, mas há pecado que não leva à morte."  Será que Yochanan estava equivocado, em dizer que existe diferença entre pecados? De forma alguma! Equivocada é esta doutrina, pois o Eterno descreveu em sua Torah os tipos de pecados e seus juízos. Havia um tipo de sacrifício específico para cada pecado, exceto os passíveis de morte, como é o caso, por exemplo, do adultério. "Se um homem adulterar com a mulher, isto é, com a mulher de um conterrâneo, tanto o adúltero quanto a adúltera serão executados." Vayikra 20:10. Entretanto, se alguém matasse o animal do vizinho, ele não seria morto por isto; o culpado deveria restituir à vítima com um animal equivalente ao que foi morto. Mas quem matar um animal o restituirá: vida por vida. Vayikra 24: 18.
Esta geração é realmente cega, pois se pecado fosse tudo igual, todos iriam para o inferno, pois nenhum ser humano, exceto o Mashiach Yeshua, é perfeito, e em razão disto, todos os homens cometem pecados. A diferença está em como cada ser humano se comporta diante do pecado. O homem comete erros, mas permanecer na prática do pecado é inadimicível para o Eterno, porque Ele é Santo, e não convive com a impureza. E usar a desculpa que Yeshua veio para acabar com a lei e seus princípios, é tolice, pois o próprio Mashiach declarou que veio tornar a Torah plena. "Não pensem que vim abolir a Torah ou os profetas. Não vim abolir, mas completar. Mattityahu (Mateus) 5: 17. Então, mesmo após o sacrifício do Mashiach, os príncípios da Torah são os mesmos, na verdade Yeshua os tornaram plenos. Portanto quem comete adultério perde a salvação e instantaneamente o seu nome é riscado do Livro da Vida, pois é um tipo de pecado voluntário e ardilosamente planejado. "Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos, recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, apenas a terrível expectativa do juízo, do fogo que consumirá os nossos inimigos." Judeus Messiânicos (Hebreus) 10: 26.
Portanto aquele que aceita o testemunho do Mashiach Yeshua, receberá a salvação, mas para mantê-la é necessário abandonar as práticas da velha natureza e andar contra o curso desta geração, pois "D'us não nos chamou para vivermos de modo impuro, mas para nos comportarmos de modo santo." I Tessalonicenses 4: 7.