Li este texto e gostaria de compartilhar aqui, pois é um assunto tão pertinente ao bom andamento do nosso dia-a-dia.
"Estava assistindo a Parashá do Rosh Rogério Alencar de Beit El Shamah Piracicaba e algo me chamou muito a atenção, uma frase citada por ele de acordo com nossos sábios, que diz:
"...A ingratidão é o Pilar da rebeldia..."
Vemos no Sidur ( Livro de Rezas ) um conceito muito profundo de agradecimento e louvores ao Eterno por aspectos que por muitos momentos se tonam comuns em nossa vida. Será que são tão comuns assim? Vamos ver:
Se Hashem não devolvesse nossa Néfesh (alma), como seria?
Se ao menos não fizesse raiar o dia, cair a noite, abrisse nossos olhos, não concedesse livramentos, enfim uma série de coisas que deixariam nossa vida em pendência para tudo que precisamos realizar no nosso dia dia.
É por isso que é muito importante o Avodá HaShem ( Serviço ao Eterno ) composto por nossas orações durante nosso dia, pois elas retratam esse conceito de gratidão e contentamento de tudo que Ele nos dá.
Se nos mantivermos nesse padrão dificilmente nos rebelaremos contra a vontade Divina e conseguiremos ver as coisas com outros olhos!
Estar agradecido por pequenas e simples coisas podem nos garantir que quando as maiores chegarem não nos deixarem envolver pela ambição e lembraremos do que o Eterno instruiu nosso povo no deserto, dizendo:
"...quando chegarem à terra que eu vos prometi, lembrem-se que não foi pelo seu braço que você conquistou..." Leonardo Levi.
Gratidão é um dos aspectos que englobam a humildade, pois se agradecemos por tudo em nossa vida, estamos reconhecendo que o mérito não é nosso, e sim do nosso Criador. Pois os sábios nos ensina que "tudo vem de H'Shem". Se vencemos foi o Eterno quem nos deu a vitória, se perdemos foi Ele quem permitiu que acontecesse. Sim para que em tudo possamos ter um aprendizado ou livramentos. Imagine, que na correria para chegar ao horário no trabalho, você perde o ônibus. O motorista te viu, e mesmo assim continuou a viagem. E agora vai chegar atrasada na reunião tão importante. Que raiva, não é mesmo? Mas se logo, você descobrisse que aquele ônibus que te deixou, sofreu o um acidente fatal, com vários mortos e mutilados, será que a raiva a dominaria, ou o sentimento de gratidão, invadiria sua alma? Pois é, claro que estaríamos gratas ao Criador por ter nos livrado.
Gratidão e emuná (fé) andam de mãos dadas, e como nós mulheres gostamos de ter as rédias nas mãos, de ver tudo ocorrer conforme o planejado, precisamos ter a emuná que H'Shem tem o controle de tudo e tudo faz para o bem.
Portanto, que H'Shem nos ajude a estarmos sempre agradecidas por todos os aspectos da nossa vida.
Shalom!
quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
O esforço pelo casamento

O esforço, mesmo que de apenas uma das partes, faz toda a diferença, para que o casamento dê certo por toda a vida.
Gostaria de compartilhar uma história muito linda que retrata muito bem isto:
"Ambos estavam sob intenso sofrimento com a perspectiva de passar por esta situação. O casal sem filhos aproximou-se de Rabi Shimon Bar Yochai e pediu-lhe para lhes conceder o divórcio. Embora fossem felizes no casamento, os dois queriam muito um filho e , como não o conseguiam, decidiram pedir o divórcio.
O grande sábio olhou-os pensativamente: "Concedo o divórcio, mas posso sugerir que preparem uma festa para a ocasião? Afinal, vocês se uniram em matrimônio com uma festa. Portanto, seria uma ótima ideia terminarem a união do mesmo modo!"
O casal seguiu o inusitado conselho do rabino e convidou a família e os amigos para o banquete de despedida. No meio da refeição, o marido levantou-se e disse em voz alta para a mulher: Minha cara esposa, todos compreenderam as circunstâncias infelizes que me levaram ao nosso divórcio. Gostaria que você se lembrasse de nosso relacionamento de maneira agradável, apesar da separação iminente. Por favor, ao sair de casa, escolha o que lhe é mais precioso. Não importa o quão valioso seja -será seu, seu bem mais valioso!"
A mulher escolheu o que mais queria. E para garantir que seu desejo fosse cumprido, durante toda a noite ela, discretamente, continuou enchendo o copo de vinho do marido. Depois de a bebida fazer efeito e ele estar profundamente adormecido, ela ordenou aos servos para carregá-lo para a casa de seus pais.
Ao acordar e descobrir o que tinha ocorrido, o homem olhou para a esposa com uma expressão confusa. "Apenas suas instruções" - ela falou: "Você é o bem mais precioso em que pude pensar!"
Voltaram a Rabi Shimon e ele orou pelo casal. Logo foram abençoados com filhos.
"O maior tesouro de uma esposa é seu marido, mesmo que este valor não lhe salte aos olhos. E, como explica a história, mesmo quando um casamento parece estar no estágio final da dissolução ele pode ser reconstruído pelos esforços e intuição de uma esposa amorosa. Trecho do livro "Duas metades de um todo"
"A união de homem e mulher no casamento, é primeiramente, um catalisador para o desenvolvimento do potencial individual de cada parceiro, ao seu potencial máximo." Tehilla Abramov.
Shalom!
Torah e Halachá
“O Talmud declara que a coroa da Torah é a Halachá – Lei.
Por que é especificamente lei (i.e, aquelas coisas que devemos e não devemos fazer) que é considerada a coroa da Torah?
Para resposta, podemos olhar para a razão pela qual D’us nos deu a Torah. Não recebemos a Torah para termos algumas histórias bonitas para nos entreter, para lermos aos nossos filhos na hora de dormir, ou para analisá-las numa aula de literatura.
Pelo contrário, o objetivo da Torah é que obedeçamos Sua lei, i.e, que cumpramos o desejo de D’us, e ao fazê-lo darmos prazer a Ele.
Portanto, está declarado no Talmud: “Grande é o estudo de Torah, pois leva à ação. Como a coroa, o supremo propósito da Torah é ir alem da cabeça, além do intelecto, e nos inspirar a agir em concordância com a vontade de D’us, assim nos refinando como pessoas e completando o propósito de D’us na Criação.”
Texto retirado do livro “A luz da letras do Alfabeto Hebraico.
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